domingo, 2 de março de 2014

Lágrimas de areia

A cobrança é como uma peteca. Mas não é uma peteca comum. Quando o jogo é uma disputa, ela é como uma bola de meia à qual os jogadores adicionam areia cada vez que a recebem e depois arremessam de volta. Metáfora meio confusa. Poderíamos associá-la ainda ao jogo batata-quente. No caso, é batata-fria.

Quem começa? É esta uma pergunta extremamente importante, porque sendo que quando um não quer, dois não brinca, a pergunta é feita mesmo assim, pra saber em quem por a culpa. É uma pergunta interessante pois deveria ser desnecessária.

Tendo começado, o jogo de pesos vai se seguindo, testando quanto cada um aguenta, quanto mais cada um consegue encher a peteca. Disputávamos ela e eu. Eis aqui um jogo enfadonho. Impacientes, queremos abandoná-lo o quanto cedo. Ninguém sabe quando é o início ou do que se brincava antes. Acho que antes nós brincávamos, apenas.

Eis que já aborrecido ponho toda a areia que consigo na bola de meia, já enorme, e me esforço em arremessá-la na direção da garota. Agarra, tropeçando e caindo para trás. Pensei convencido que ela se daria por vencida e eu poderia ir embora do jogo.

Julguei que me desvencilharia da jogatina facilmente e que não haveria de me preocupar. Mas ela, que estava lá, machucada, sentada num canto, com a peteca - que lhe pesava no colo - juntou as forças restantes e arremessou-me a peteca de volta.

Desta vez, eu agora curvado no chão. Meu um olhar de derrota e o dela arrependido. Ela no entanto fazendo valer seu intento: fronde reerguida, coluna ereta.

Eu derrotado no chão, com 1 tonelada - que ainda faço aumentar - e mesmo agora, compreendendo o jogo, de audácia me ponho a pensar que a culpa foi dela. Arremessar de volta? Não há pra quem. Eis uma evidência da inutilidade de uma resposta apenas existir: tudo depende do estalo da ação. Que no caso não é estalo, nem atividade.

Derramar toda a areia, em lágrimas...

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Nuvem é tipo amor
Parece triste pela cor
Mas quando o cinza desce
O que é verde envivece
O mundo se enche de flor

Jadiel Lima

Na minha

Meu pandeiro é minha cachaça
Pode parecer sem graça
Mas é tocando que eu sinto a diversão

Eu tocando meu pandeiro
Faço esse bar inteiro
Se empolgar numa canção

Olha, tanta gente se estraga
Pra se acabar ou tirar mágoa
Não vejo futuro não

Mas não é a bebida que faz isso
É o coração omisso
Ao amor e à emoção

Meu pai sempre bebeu
Nem por isso me bateu
Adoeceu ou passou mal

Aliás, olha que vida:
Me ensinou que a bebida
Só ajuda o seu astral

Então, cada um vai vendo a sua
Com cuido vem pra rua

Vai começar o carnaval!

Jadiel Lima, 15 de jan 2014.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Pica

início de 2012

Pica pra arte que complica
ditadura e seus afins
Pica pra cultura esnobe
que exclui os bons e acolhe os ruins

Não, não venha me dizer
que é questão de opinião
Pois sei que a panelinha quer
nos colocar no caldeirão

Pica, eu sei que eles gostam
e se lambuzam atrás do muro
Mas um dia eles se rebelam
desse orgasmo sem-futuro

Pica, picada, picareta,
picolé, pica-pau
Pica ansiando dar carinho
Para quem lhe trata mal

A FRUTA

novembro de 2013

Eu fui naquele pé
Ver se tinha sapoti
Mas o bixo era alto
E não consegui subir

Também fui no cajueiro
Mas só tinha caju ruim
Quando parecia inteiro
Era mordido do soím

Arrudiei todo esse mato
Como quem pede esmola
Não achei nem tangerina
jambo, manga ou acerola

Fui no pé daquela moça
E lhe disse minha dor
Estendeu as suas mãos
E me deu foi uma flor

A flor murchou e virou fruta
A fruta a gente comeu
E da semente que plantamos
Foi nosso amor que nasceu

Crianças

Tem aquela galera que dá graças à Deus pelo que faz, né? "Na verdade essas coisas que eu faço vêm de Deus, eu apenas as executo...". Dizer isso é mais audacioso do que assumir as coisa que faz – pô, o que eu faço são criações divinas! Já tem os que desprezam o que fazem, à procura de um elogio que supere a falsa expectativa:
_Olha o que eu fiz, tá uma merda, né?

Dá vontade de dizer:
_Você tem que cuidar das coisas que cria. Você não gosta das coisas que cria?
_Gosto...
_Então?... As coisas que você cria vêm de vários cantos. Quando não são de ninguém é por isso que elas são suas. Você tem que fazer as coisas serem de ninguém. Como se faz isso? Misturando-as, nas mais diversas matizes. Quanto mais misturadas, mais de ninguém elas serão. E quanto mais de ninguém, mais de todos elas serão. – Já me disseram isso, na verdade. “Você é responsável pelas coisas que cria”. Eu até briguei com ele, por não entender. Ele tava me falando de arte pública.

A arte pública é tão esperta. Ela sabe brincar com vários e diversos. Porque ela chama pra brincar junto. Já ouvi outra pessoa dizer também que "o ator de rua é diferente do de teatro burguês. O ator de rua não é bom quando é virtuoso. É bom quando provoca as pessoas a fazerem teatro junto com ele". Acho que foi algo assim que meu velho estava conversando com o véi-do-cabelo-branco. Velhos jovens, criadores do Movimento Escambo Livre de Rua, movimento de quem quer ser dele.

E é na brincadeira. Eu só sei criar quando brinco. Quando desperto minha criança e vou fazendo e cuidando as minhas crianças  seres de se criar. A gente cria brincando e cuidando.

Se eu só fiz uma coisa, eu tenho que cuidar é dessa. É que nem uma pessoa. Se só uma pessoa quis ser sua. Pô, só tem ela. Ela é a única opção e a única chance. Chance de quê? Aí depende da sua verdade. Mas o desprezo é sempre mentira. É ignorânça. Não é aprendizado. Gostar se aprende, convívio. Se você tá esquentado, deixa ela começar a te provar pelos cantos. À mostra, camada por camada vai esfriando junto com a atmosfera. É tipo comer uma canjica (obs: quando servida num prato). Bem quentinha, a gente começa pelas beiradas.

E você faz o mesmo. Tanto pra ela quanto pra você, é a única chance de se fazer realizar. E não se engane: se são várias, é uma de cada vez. “Uma graça de cada vez”, ensina o palhaço. O cérebro humano é assim. Quem sabe um dia eu encontre um paradoxo que valide o ‘ménage’. Deve ser só fetiche mesmo...

sábado, 26 de outubro de 2013

PÁGINA DE TIRINHAS

Meus desenhos estão sendo publicados agora em:
https://www.facebook.com/Jadieltirinhasdele

Olha lá!

domingo, 6 de outubro de 2013

Cavidades















Sugestão de trilha sonora: www.youtube.com/watch?v=Ebjji38EUnQ

Eis que o menino se viu apaixonado por aquele aroma naturalmente suave e adocicado dos sovacos da menina. Uns sovacos carnudos e macios. Quando não depilados, finos fios lhe sorriam, à pele branquinha da moça. Lindas axilas!

O menino se encontrava com a menina depois da faculdade, com o pretexto de ver os sovacos. Isso é, quando tinha a sorte de ela usar blusas sem mangas. Nos abraços de encontro e de despedida, o rapaz aproveitava pra dar aquela fungadinha, timidamente, no ombro da garota. Delírio. Olor de dar inveja às revendedoras de cosméticos e ao melhor desodorante.

Tomado por impulsos maiores, às vezes declarava “te quero”, no canto do braço da moça, mesmo sabendo que sovacos não escutam. Vivia assim seu poliamor com as duas belas axilas.

Num final de tarde, combinaram de se encontrar depois do racha, na quadra. A menina chegou antes e viu o garoto jogar bola. Exímio perna-de-pau, só foi chamar atenção por estar sem camisa – mas apenas por um detalhe: a garota flertara seu umbigo, que se contorcia malemolente na barriga do rapaz, nas divididas de bola e no movimento dos chutes.

A situação para a moça era mais complicada. Que queixo arranjaria para chegar ao seu amado, trocar-lhe um carinho? Nos dias seguintes, a menina não parava de pensar no buraquinho umbilical – enjilhado e redondinho que lhe fintou o olhar desde a negra pele do menino. Não havia igual, nenhum outro parto havia sido capaz de imitar a simplicidade e ternura da tal cicatriz.

Ambas as vontades, a do garoto e a da menina, foram crescendo em demasia. Um dia tão graúdas que foi inevitável, os desejos já eram inesquiváveis. Foi logo na segunda, de tardezinha. A menina foi a primeira a revelar a singularidade de sua preferência. Não menos envergonhado, o garoto também contou sua esquisita paixão, que já levava algum tempo. Chegando a noite, seguiram para o apartamento da garota. Sem demoras nem resistências, arrancaram as camisas, degustando enfim, num amor metonímico, aqueles cheiros, texturas, pelos e sabores dos sovacos e umbigo.

E a partir daí se encontravam religiosamente, aliás, dionisiacamente. Houve então um fim de semana em que, enquanto já quase dormiam depois do peculiar amasso, de fino acaso, o sovaco esquerdo da menina se encontrou com o umbigo do rapaz. E que mágico: cavidades que não podiam se comunicar, senão pelo tato, faziam como se os sentidos daquelas partes indivíduas se transfigurassem, trocassem gracejos!

As partes agora se gostavam. E de uma forma que menino e menina, percebendo-as, invejavam aquele gozo. Receosos com a estranha prosopopeia, passaram alguns dias sem se falar. Mas umbigo e sovacos continuaram a se querer.

A paixão dos jovens também não morreu – tanto que, ao longo da semana, o menino não mais prestava atenção na aula; já a menina levava uns carões da chefa durante o estágio. Foi tanto que resolveram quebrar o gelo. Mesmo o gelo sendo a fobia de se acharem patéticos em seus desejos; o medo de suas loucuras. Marcaram por telefone de se ver no feriado.

Quando a moça chegou na calçada, o garoto já lhe esperava, sentado no batente da porta de casa. Levantou-se. À meia distância, os olhos da menina miraram nos olhos do menino. Sérios, encarando-se.

_Tenho ciúmes do seus sovacos.
_Eu também, do seu umbigo – revelaram as bocas para os ouvidos.

Sorrisos pausaram a conversa.

_Mas que adianta? – continuaram as sobrancelhas, relaxando. A mão direita do menino foi na bochecha esquerda e corada da moça. Os braços abraçaram. Chamou-a para entrar. Quarto adentro, na cama, mataram as saudades e deixaram o umbigo tocar os sovacos. Depois entrelaçaram as coxas, nariz no seio, costelas nas costas, bocas e mãos iam onde se gostavam e queriam. Cada fluido, cada cor, cada gosto tão estranho. Por haver de ser: cada parte tão bonita! Os dois se abraçaram. Não era mais pretexto, nem gume. Poligamia. O fim era o meio, no sentido de poesia. Era orgia de si mesmos. Se atracaram por inteiro.

_____

Jadiel Lima, Maranguape-CE.
Suvacos, inspiração e co-autoria: Maiara Teles.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Alilás


Adoro a palavra "aliás". Eu a aprendi com a minha irmã. Ela me ensinou umas coisas. Aliás é uma palavra lilás, que nem fica o meio do céu nos pores-de-sol em Icapuí. Eu sempre lembro. Aliás - o nome da minha irmã é A Livre.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

EU E TU

à Maiara Teles

Eu queria ter um presente
que combinasse com seu laço
ajuntasse corpo e mente
algo como aquele abraço

Meu coração silencia
É pra ouvir o seu cantar
Tu vai sendo a minha brisa
E me chama pra voar

Eu te ponho no cangote
Tu segura minha mão
Eu vou sendo a tua sorte
você minha gratidão

Mas se vem o medo de nós dois
De eu e tu sermos vazios
Desafiamos essa dor
Brincando loucos no anil

Não te esqueças, minha linda
Eu senti, teu corpo tem
Teu corpo tem um calor febril
Pra aquecer o mundo frio


Jadiel Lima

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Momento

Antes que acordei
a gente nem existia

E no sonho, lá no sonho
n'era noite n'era dia

Uma vez a memória me dizia
que o que veio do que era
ao que chegou,
Não era mais nem chegou ainda

Ai de mim do que se basta
o que se basta envelhece e morde
não por sabor ou pra nutrir
Ai do que se basta inclusive nesta frase

No momento em que acordo
n'avia antes nem depois
Só o susto de eu e você do meu lado

E o big-bang anunciado:

Não há stop
nem partida
apenas o papoco da existência:
vida


Jadiel Lima, na manhã do dia seguinte do seu aniversário

domingo, 4 de agosto de 2013

Trampolim

Eu não sou homem
Nem sou mulher
Eu não sou bi
Nem travesti
Eu não sou gay
Sou o que minto
e o que também não sei

Eu não sou gari
Nem urologista
Não sou juiz
Nem jornalista
Não posso
e nem quero
Confortar o meu ponto de vista

A grande liberdade de ser
É a grande liberdade de não ser

Não sou do mau
E nem sou bonzim
Eu sou da lama
E do jardim
Onívoro, o fungo
O fruto, a carne
E o capim

Eu sou qualquer pessoa
Mas eu não sou uma pessoa qualquer
Uma pessoa sem sentido, sem libido, sem futuro
Como ninguém é

Eu sou qualquer pessoa
Mas eu não sou uma pessoa qualquer
Não vivo em um só lugar e nem sou bipolar,
Sou transpolar, um trampolim de mim

Eu sou qualquer pessoa
Mas eu não sou uma pessoa qualquer
Eu sou como qualquer um que ainda não entendeu
Que não é o tamanho do deus
É a fé


_____________________________

CIFRA

Intro: D D7M

     D          
Eu não sou homem
Nem sou mulher
     Em
Eu não sou bi
Nem travesti
      G
Eu não sou gay
Sou o que minto
                    D
e o que também não sei

     D
Eu não sou gari
Nem urologista
         Em
Não sou juiz
Nem jornalista
        G
Não posso
e nem quero
                               D
Confortar o meu ponto de vista

     Em
A grande liberdade de ser
       G                                   D
É a grande liberdade de não ser

D  D7M

      D
Eu não sou do mau
E nem sou bonzim
      Em
Eu sou da lama
E do jardim
     G
Onívoro, o fungo
O fruto, a carne
     D
E o capim


     Em
A grande liberdade de ser
       G                                   D
É a grande liberdade de não ser
D  D7M
     Em
A grande liberdade de ser
       G                                   D
É a grande liberdade de não ser

D  D7M

                   D
Eu sou qualquer pessoa
                                      Em
Mas eu não sou uma pessoa qualquer
                                 G
Uma pessoa sem sentido, sem libido, sem futuro
            D
Como ninguém é

                  D
Eu sou qualquer pessoa
                                     Em
Mas eu não sou uma pessoa qualquer
                                 G
Não vivo em um só lugar e nem sou bipolar,
        Em                                       D
Sou transpolar, um trampolim de mim

D  D7M  D  D7M
                   D
Eu sou qualquer pessoa
                                      Em
Mas eu não sou uma pessoa qualquer
                                 G
Uma pessoa sem sentido, sem libido, sem futuro
            D
Como ninguém é

                   D
Eu sou qualquer pessoa
                                     Em
Mas eu não sou uma pessoa qualquer
                                    G
Eu sou como qualquer um que ainda não entendeu
              Em
Que não é o tamanho do deus
              G
Que não é o tamanho do deus
D
É a fé

D7M   D  D7M

     Em
A grande liberdade de ser
       G                                   D
É a grande liberdade de não ser
D  D7M
     Em
A grande liberdade de ser
       G                                   D
É a grande liberdade de não ser








O AVANÇO DA MARÉ

Avança maré
avança maré
avança maré
descansa

Avança maré
avança maré
recolhe pa descansar

Na corda bamba universal
meu ser na bruma não vacila
no próprio fio que vou tecendo
de areia, espuma, água e sal
meu ser oscila, meu bem
oscila...


Avança maré
avança maré
avança maré
descansa

Avança maré
avança maré

recolhe pa descansar

Levi subiu a serra
quando desceu em avisou
que a terra não rejeita 
um corpo estranho
ou ela o nutre
ou dele se alimenta

domingo, 28 de julho de 2013

EU NÃO ME SINTO NATURAL

Ah, eu não me sinto natural
os meus olhos parecem querer ver
a gesticulação da minha boca

Ah, eu não me sinto natural
quando ando na rua, tropeço
em cada mirada fatal

Há, há quem diga que o amor
quando foi
já não volta atrás
Como a infância
que a gente se esquece
e acredita perder

Marionete,
Monete se foi
com as outras
Mas, filha, não dá pra esconder
o descompasso da razão
o que o corpo não pode conter

O olhar condenador
de quem coordena
O olhar coordenador
de quem condena
o olhar condenado

A AUTO-CENSURA DA CRIATIVIDADE

A auto-censura na Comunicação Social acontece desde a faculdade (ou antes), quando nem nos encontramos dentro do mercado de trabalho, mas nos construímos reféns dele.

E não falo nem da grade universitária obrigatória, o conhecimento técnico preparatório para a atuação nos empregos.

É que na universidade, lugar que poderia ser um espaço de experimentação - e quando ela mesma não nos toma o tempo livre com trabalhos e IRA (índice de rendimento acadêmico) - adaptamos nosso pensamento, nossa criatividade e nossa arte para ostentar a cultura de plástico que tanto aprendemos a criticar sem combater.

Como nós, da classe média (sou pobre, mas digo 'nós' pelo espaço de convívio), não podemos nos equiparar à mentalidade "alienada, sem criticidade e facilmente dominada da massa", acreditamos possuir o dom da escolha absolutamente lúcida.

Vivemos cada qual com as nossas próprias preferências e livre-arbítrios e estes não devem ser abalados para o eterno gozo de nossos egos: gosto, criatividade e entretenimento pautados segundo a mentalidade de shopping, de tecno sem logia, de universo sem incomodidade.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Se cuida-me



"Eu vi um homem na rua
cantando com sua voz
embargada de pigarro
com sua língua rota e nua

-Desde o tempo em que nasci
Logo aprendi algo assim:
Cuidar do outro é cuidar de mim
Cuidar do outro é cuidar de mim
Cuidar de mim é cuidar do mundo
Cuidar de mim é cuidar do mundo"

Ray Lima.

domingo, 26 de maio de 2013

CREPOM

versinho à Marina Med e Luiza Veras

Estou deixando você de molho
Dentro do meu coração
Pra pintar uma aquarela
De sua cor-inspiração

sexta-feira, 5 de abril de 2013

FRESCURA

Massinha que eu fiz : )
Letra e melodia de Jadiel Lima (com participação de Levi Lima na letra)

Você é o sol se pondo
você é flor
eu era o marimbondo

Fiquei zanzando tua frescura
tua canção/tua loucura
frescor de flor

Você quer por os pés na Lua
correr o mundo/correr a rua
e faz seus planos

Enquanto pra mim
o teu cabelo
Já era o oceano

O nosso era poesia
bateu asas e voou
quando volta?
aonde foi?
será que alguém achou?

Será que eu não sou mais louco?
E que então se secou
o meu chão que tantas vezes
sem querer, você regou

O nosso amor era a poesia
que a gente fez e dedidou
pra quem não joga e se enrola
no verso mais simples que for

sexta-feira, 22 de março de 2013

segunda-feira, 18 de março de 2013

domingo, 17 de março de 2013

FRASES SOLTAS

À Alivre Lima

A estética estática nos proíbe de rebolar

Você diz não conhecer o teu nome e essa não é a terceira vez

A largura do caminho que preciso é menor que a do meu pé

Ai, o que eu digo não diz nada com nada
Finjo que não ligo pro que vão dizer
Mas, na verdade, o que eu quero é que você se diga
e então, qual é o teu prazer

Comece a pensar com o corpo e rebolar com o cérebro

Quem não peida arrota
Tudo é caminho
só muda a rota


Jadiel Lima.

Áudio no Soundcloud

cegonha/urubu


Acho que fiz essa no começo de 2012 ou final de 2011. Tô achando coisas na papelada e vetorizando.

Cinema

Nos momentos de penumbra
eu olhava para trás
para ver se ela estava.
Mas Clara não tinha vindo

no cinema estava escuro
e eu passei a noite em claro

Jadiel Lima, 27 de janeiro de 2013.

sábado, 16 de março de 2013

sexta-feira, 15 de março de 2013

Intermitente

"V‎ocê vai, desiludo, des i lúvio
-O mar morto da lágrima afluente

Você volta, eu sorrio, volta o fluxo

Eu sou rio
intermitente"

Jadiel Lima para Thalita Moura, em 13/03/2012.

Encontrei vasculhando papéis aqui em casa. 1 ano dessa poesia.

domingo, 10 de março de 2013

Super-Namaris

Homenagem à colega Ana Maria, sempre sorridente e disposta a ajudar os amigos = )


quinta-feira, 7 de março de 2013

.

quem não peida arrota.

Jadiel Lima

domingo, 3 de março de 2013

Enquadrado

A tirinha à seguir é uma experimentação de Cláudio Lucas, estudante de Jornalismo, e eu sobre diversidade sexual. A indicação é adulta (+18). Por isso coloquei em link. Só acesse se for maior de idade.

https://fbcdn-sphotos-a-a.akamaihd.net/hphotos-ak-prn1/542737_421170587976714_1734666081_n.jpg

TOCHA


sábado, 2 de março de 2013

domingo, 3 de fevereiro de 2013

(JUNG LIFE)

Eles não querem me ver
Eles não querem falar comigo
Será que o lado que você ignora
não é onde mora o perigo?

Eles não querem me ver
Passam por cima, acham que eu não ligo
Já não tá tarde pra ficar pensando
Que existe algum inimigo?

Quero viajar pra longe,
quero sair desse mundo
É tão difícil crer
Que não há nada lá

Menino, não tenha medo
de ouvir seu sonho
É uma linda história
que ele quer contar

Jadiel Lima. 3 do 1 de 2013

Áudio no Soundcloud

domingo, 13 de janeiro de 2013

Pintura

A tinta do seu cabelo
que desbotava no pescoço
pingou sobre meu dorso
e tingiu meu cerebelo

De cabeça para baixo
um verso alegre tateio
meu ser se desequilibra
pensando tudo em vermelho

domingo, 6 de janeiro de 2013

NIGHTMARI

A minha carência beijou a sua
paixão mortífera
da carne crua

Dualismo, silogismo, a velha xarada
E os meus olhos tristes
sem dizer-te nada

Medo do tudo
aonde foi a boa fantasia?

Medo da entrega
promessa vazia...

Despertemos!
A nossa loucura não pode ser fria!
Despertemos!
Nightmari
os olhos da noite
os olhos do mar


Jadiel Lima.

domingo, 18 de novembro de 2012

PRA VALER

(uma das minhas primeiras músicas)

O que não se espera acontece
e às vezes a gente esquece de pensar
no quanto vale

Sempre se tem muito à perder
não vá esperar que a vida se cale pra saber
que o que vale é quando há incerteza, há incerteza

Qual o problema em fazer o certo?
só pq o errado está tão perto
não quer dizer que é o que se tem fazer
Não é querer ditar as regras
Algum dia se verá:
Tudo pra valer, tudo tem que ser
Por amor, por amor, por amor

Se for pra valer, tudo tem que ser por amor

domingo, 4 de novembro de 2012

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O que procuro

Algo do que aprendi com Marco Fukuda, Ray Lima e Fá Babini.

Marco e meu pai me disseram
cada planta é um milagre
a raiz vai lá no fundo
a folha enverdece, a vida se abre

Hoje eu abri a janela!
Abri um sorriso no peito
Olhei para o céu que brilha
Pulei fora do medo

Eu não quero um quase-amor
– sabor pequeno do veneno
Posso ser grande como um grão de areia
e imenso como o mar,
que cabe num grão de areia!

Eu posso ouvir seu canto
na folha da cajarana
na luz da nuvem, na sombra do sol
em mi, no fruto, no vento

O que procuro
O que procuro
não tão simples como querer
um pouco além deste momento
Sincronicidade
Sincroninterior:
_como aprender a respirar mergulhado
na maré confusa dos cabelos de Fá

Jadiel Lima, hoje de manhã.

domingo, 7 de outubro de 2012

Tangerique para Fá

Lá no sino como sina
com sabor de tangerina
em formato de menina
toca sempre uma canção
dá um beijim no coração
e depois sai a nadar o mundo... traquina...

Jadiel Lima

__________________
http://educarparacrescer.abril.com.br/limerique/

domingo, 30 de setembro de 2012

Noites Laranjas

Outra música, antiguinha, mas fiz o clipe recentemente.


Gravei!

Gravei "Ganas de amor"! Através da Roda de Compositores, atividade promovida pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFC, eu e mais vários compositores pudemos gravar nossas faixas, ao todo dez.
Aqui o link do Soundcloud, onde estão hospedadas as músicas, e aqui a minha
Jadiel Lima - Ganas de Amor