domingo, 28 de julho de 2013

EU NÃO ME SINTO NATURAL

Ah, eu não me sinto natural
os meus olhos parecem querer ver
a gesticulação da minha boca

Ah, eu não me sinto natural
quando ando na rua, tropeço
em cada mirada fatal

Há, há quem diga que o amor
quando foi
já não volta atrás
Como a infância
que a gente se esquece
e acredita perder

Marionete,
Monete se foi
com as outras
Mas, filha, não dá pra esconder
o descompasso da razão
o que o corpo não pode conter

O olhar condenador
de quem coordena
O olhar coordenador
de quem condena
o olhar condenado

A AUTO-CENSURA DA CRIATIVIDADE

A auto-censura na Comunicação Social acontece desde a faculdade (ou antes), quando nem nos encontramos dentro do mercado de trabalho, mas nos construímos reféns dele.

E não falo nem da grade universitária obrigatória, o conhecimento técnico preparatório para a atuação nos empregos.

É que na universidade, lugar que poderia ser um espaço de experimentação - e quando ela mesma não nos toma o tempo livre com trabalhos e IRA (índice de rendimento acadêmico) - adaptamos nosso pensamento, nossa criatividade e nossa arte para ostentar a cultura de plástico que tanto aprendemos a criticar sem combater.

Como nós, da classe média (sou pobre, mas digo 'nós' pelo espaço de convívio), não podemos nos equiparar à mentalidade "alienada, sem criticidade e facilmente dominada da massa", acreditamos possuir o dom da escolha absolutamente lúcida.

Vivemos cada qual com as nossas próprias preferências e livre-arbítrios e estes não devem ser abalados para o eterno gozo de nossos egos: gosto, criatividade e entretenimento pautados segundo a mentalidade de shopping, de tecno sem logia, de universo sem incomodidade.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Se cuida-me



"Eu vi um homem na rua
cantando com sua voz
embargada de pigarro
com sua língua rota e nua

-Desde o tempo em que nasci
Logo aprendi algo assim:
Cuidar do outro é cuidar de mim
Cuidar do outro é cuidar de mim
Cuidar de mim é cuidar do mundo
Cuidar de mim é cuidar do mundo"

Ray Lima.

domingo, 26 de maio de 2013

CREPOM

versinho à Marina Med e Luiza Veras

Estou deixando você de molho
Dentro do meu coração
Pra pintar uma aquarela
De sua cor-inspiração

sexta-feira, 5 de abril de 2013

FRESCURA

Massinha que eu fiz : )
Letra e melodia de Jadiel Lima (com participação de Levi Lima na letra)

Você é o sol se pondo
você é flor
eu era o marimbondo

Fiquei zanzando tua frescura
tua canção/tua loucura
frescor de flor

Você quer por os pés na Lua
correr o mundo/correr a rua
e faz seus planos

Enquanto pra mim
o teu cabelo
Já era o oceano

O nosso era poesia
bateu asas e voou
quando volta?
aonde foi?
será que alguém achou?

Será que eu não sou mais louco?
E que então se secou
o meu chão que tantas vezes
sem querer, você regou

O nosso amor era a poesia
que a gente fez e dedidou
pra quem não joga e se enrola
no verso mais simples que for

sexta-feira, 22 de março de 2013

segunda-feira, 18 de março de 2013

domingo, 17 de março de 2013

FRASES SOLTAS

À Alivre Lima

A estética estática nos proíbe de rebolar

Você diz não conhecer o teu nome e essa não é a terceira vez

A largura do caminho que preciso é menor que a do meu pé

Ai, o que eu digo não diz nada com nada
Finjo que não ligo pro que vão dizer
Mas, na verdade, o que eu quero é que você se diga
e então, qual é o teu prazer

Comece a pensar com o corpo e rebolar com o cérebro

Quem não peida arrota
Tudo é caminho
só muda a rota


Jadiel Lima.

Áudio no Soundcloud

cegonha/urubu


Acho que fiz essa no começo de 2012 ou final de 2011. Tô achando coisas na papelada e vetorizando.

Cinema

Nos momentos de penumbra
eu olhava para trás
para ver se ela estava.
Mas Clara não tinha vindo

no cinema estava escuro
e eu passei a noite em claro

Jadiel Lima, 27 de janeiro de 2013.

sábado, 16 de março de 2013

sexta-feira, 15 de março de 2013

Intermitente

"V‎ocê vai, desiludo, des i lúvio
-O mar morto da lágrima afluente

Você volta, eu sorrio, volta o fluxo

Eu sou rio
intermitente"

Jadiel Lima para Thalita Moura, em 13/03/2012.

Encontrei vasculhando papéis aqui em casa. 1 ano dessa poesia.

domingo, 10 de março de 2013

Super-Namaris

Homenagem à colega Ana Maria, sempre sorridente e disposta a ajudar os amigos = )


quinta-feira, 7 de março de 2013

.

quem não peida arrota.

Jadiel Lima

domingo, 3 de março de 2013

Enquadrado

A tirinha à seguir é uma experimentação de Cláudio Lucas, estudante de Jornalismo, e eu sobre diversidade sexual. A indicação é adulta (+18). Por isso coloquei em link. Só acesse se for maior de idade.

https://fbcdn-sphotos-a-a.akamaihd.net/hphotos-ak-prn1/542737_421170587976714_1734666081_n.jpg

TOCHA


sábado, 2 de março de 2013

domingo, 3 de fevereiro de 2013

(JUNG LIFE)

Eles não querem me ver
Eles não querem falar comigo
Será que o lado que você ignora
não é onde mora o perigo?

Eles não querem me ver
Passam por cima, acham que eu não ligo
Já não tá tarde pra ficar pensando
Que existe algum inimigo?

Quero viajar pra longe,
quero sair desse mundo
É tão difícil crer
Que não há nada lá

Menino, não tenha medo
de ouvir seu sonho
É uma linda história
que ele quer contar

Jadiel Lima. 3 do 1 de 2013

Áudio no Soundcloud

domingo, 13 de janeiro de 2013

Pintura

A tinta do seu cabelo
que desbotava no pescoço
pingou sobre meu dorso
e tingiu meu cerebelo

De cabeça para baixo
um verso alegre tateio
meu ser se desequilibra
pensando tudo em vermelho

domingo, 6 de janeiro de 2013

NIGHTMARI

A minha carência beijou a sua
paixão mortífera
da carne crua

Dualismo, silogismo, a velha xarada
E os meus olhos tristes
sem dizer-te nada

Medo do tudo
aonde foi a boa fantasia?

Medo da entrega
promessa vazia...

Despertemos!
A nossa loucura não pode ser fria!
Despertemos!
Nightmari
os olhos da noite
os olhos do mar


Jadiel Lima.

domingo, 18 de novembro de 2012

PRA VALER

(uma das minhas primeiras músicas)

O que não se espera acontece
e às vezes a gente esquece de pensar
no quanto vale

Sempre se tem muito à perder
não vá esperar que a vida se cale pra saber
que o que vale é quando há incerteza, há incerteza

Qual o problema em fazer o certo?
só pq o errado está tão perto
não quer dizer que é o que se tem fazer
Não é querer ditar as regras
Algum dia se verá:
Tudo pra valer, tudo tem que ser
Por amor, por amor, por amor

Se for pra valer, tudo tem que ser por amor

domingo, 4 de novembro de 2012

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O que procuro

Algo do que aprendi com Marco Fukuda, Ray Lima e Fá Babini.

Marco e meu pai me disseram
cada planta é um milagre
a raiz vai lá no fundo
a folha enverdece, a vida se abre

Hoje eu abri a janela!
Abri um sorriso no peito
Olhei para o céu que brilha
Pulei fora do medo

Eu não quero um quase-amor
– sabor pequeno do veneno
Posso ser grande como um grão de areia
e imenso como o mar,
que cabe num grão de areia!

Eu posso ouvir seu canto
na folha da cajarana
na luz da nuvem, na sombra do sol
em mi, no fruto, no vento

O que procuro
O que procuro
não tão simples como querer
um pouco além deste momento
Sincronicidade
Sincroninterior:
_como aprender a respirar mergulhado
na maré confusa dos cabelos de Fá

Jadiel Lima, hoje de manhã.

domingo, 7 de outubro de 2012

Tangerique para Fá

Lá no sino como sina
com sabor de tangerina
em formato de menina
toca sempre uma canção
dá um beijim no coração
e depois sai a nadar o mundo... traquina...

Jadiel Lima

__________________
http://educarparacrescer.abril.com.br/limerique/

domingo, 30 de setembro de 2012

Noites Laranjas

Outra música, antiguinha, mas fiz o clipe recentemente.


Gravei!

Gravei "Ganas de amor"! Através da Roda de Compositores, atividade promovida pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFC, eu e mais vários compositores pudemos gravar nossas faixas, ao todo dez.
Aqui o link do Soundcloud, onde estão hospedadas as músicas, e aqui a minha
Jadiel Lima - Ganas de Amor

domingo, 16 de setembro de 2012

TANGERINA

Desde a infância, tangerina
sempre me lembrou alguma menina
que morasse entre Teresina
e Santa Catarina
que fosse assim cor-de-laranja
e quem a visse pensasse
qualquer coisa que não fosse malina

Essa menina eu já encontrei
e me apresento:
_Prazer, tangerina,
eu sou laranja lima

Jadiel Lima, hoje de madrugada.
_______________
Agora que lembrei da música dos Led:
"Tangerine, Tangerine
Living reflection from a dream
I was her love, she was my queen
And now a thousand years between"



FÁ É A NOTA MAIS FELIZ


Quando Fá está triste
o mundo inteiro, com Dó
se enche de alegria
pra vê-la feliz também

Fá sorri
O mundo mais ainda
‘Sa moça traz alegria
 pra cada canto que vai!

Carrega em Si o calor morno
o afago das manhãs
quando o Sol não arde a pele
e acaricia o nosso rosto

Musa do Ré nascimento
Fá transluz de tanta ternura
corando na pintura florida
 sua quentura amorniosa

Fá sozinha já és canção
E ao te escutar ficarei tranquilo
Pois estando aqui ou Lá
estarás perto de Mi
na melodia mais feliz
saberei te encontrar

Jadiel Lima, desde a madrugada de 4 de setembro de 2012.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Conversar sozinho publicamente

_Conversar sozinho publicamente
_sim, sim, a melhor coisa
_ainda bem que eu num faço isso
_nem eu
_você acredita em merecimento? pois digo que nada vai acontecer se você não for buscar.
_você leu ali? não somos os únicos
_caraca, doido, é mesmo.
_é mesmo, ó
_noss você também
_É, não somos. Merecimento, como me disseram, é questão de opinião. Mas o dito "merecer" só acontece por pensamento, vontade e ação dos outros ou de si mesmo.
_Com quantos "eus",outro, você conversa?
_Com quantos?
_...Foi-se...
_Sozinho, sozinho, a melhor coisa...
_A melhor? A única!
_clap clap clap clap clap

Jadiel Lima e Raul Honorato*

*Raul Honorato é músico, compositor e estudante do Curso de Música, na UFC.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

A canção da madrugada

Antes de ir pro hospício
Eu não imaginava
o quando ensina
o quanto é bela
a canção da madrugada

O silêncio navegamos
ouvimos melhor o coração
e cada sussurro, cada estalo
vai compondo essa canção

Escutamos os sons dos sonhos
o ronco e os grilos que cantam
lá fora

lá fora
o vento e os pingos batem
nas folhas secas do chão

Algum pássaro vem rondar as telhas
E vemos que tudo fica leve no ar
Em sincronia...

É belo como tudo se deita, se acalenta
esperando o amanhecer
e na memória ainda fresca e serena
as lembranças boas da tarde

De melodias a atmosfera se pinta
na canção da madrugada
Em sincronia...

Jadiel Lima, madrugada até a tarde de 4 de setembro de 2012, Maranguape-CE

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Um presente

Vídeo que guarda belos momentos de uma vivência no Ocupa Nise, incluindo a fala do Vitor Pordeus e um dos maiores presentes que já ganhei na vida: a amorosa Priscila desconstrói a lógica de um poema que era pra ser ilógico e ainda me dá uma cantada de sobra! Obrigado à preciosíssima Priscila, pelo aprendizado, pelo afeto incondicionalíssimo, pelo amor que é recíproco sim, senhora! Agradeço também ao George Araujo por ter me passado esse material!



domingo, 12 de agosto de 2012

Sem culto à culpa Ocupa Nise

Sobre a experiência no II Congresso da Universidade Popular de Arte e Ciência. - do que vivi, do que aprendi e do que me contaram.


(Espetáculo Cenopoético do Ocupa Nise no V ENEPS, em 31 de julho, na concha acústica da UERJ)

Durante 21 dias, e alguns mais, o Ocupa Nise reuniu artistas, cientistas, curadores, cidadãos e alguns bichos transeuntes – enfim, loucos para saudar a expressividade e a própria Loucura, homenageando e aprendendo com os ensinamentos de Spinoza, Nise da Silveira, Nelson Vaz, Amir Haddad e outras(os) educadoras(es) da cultura e da arte popular.

Internos em um plasma às vezes leve, às vezes denso, experimentamos o prazer de nos surpreender a cada momento, por cada momento de sensibilidade que nos embelezava. Neste clima, o hospital psiquiátrico Dom Pedro II – no bairro de Engenho de Dentro (pra fora), Rio de Janeiro – recebeu experiências e relatos vindos de todos os cantos, práticas corporais, plásticas, sonoras e espirituais, momentos de cuidado e de cura.

Não haveria como sair de lá intacto, sem toques, sem ranhuras, sem se cortar, sem provocações internas ou à flor dos tatos. Avisava Ray Lima: “Estamos mexendo em cacho de marimbondo”. Assim, as manifestações foram aparecendo, como um enxame ou a maré que vem enchendo até transbordar.

No início, de mansinho, alguns calados, alguns já com empolgação, os protagonistas do espetáculo-terapia-festa-novela começaram a contar quem são, de onde vieram, as marcas do cotidiano e de um outro mundo – mágico, surreal, que os rodeia e que se faz presente, mareando aquele local. São os atores-personagens principais sem nem estrelar numa megaprodução fantástica de Hollywood ou numa falsa realidade como a do Big Brother. Não precisam. Eles são as estrelas de suas próprias vidas. De suas luzes traduzem, como singelas e grandiosas oferendas, as poesias, composições, cantorias, danças, pinturas, o humor, o amor. Vão modificando suas caricaturas, desconstruindo e reconstruindo o espaço e as energias como artesãos. Grandes Arquitetos do Universo, Gadú! O imenso mar que nos apresentaram, esses mergulhadores, nadadores e pescadores geniais, mareia agora nossas vidas!

(Poeta, cantor e ator Gadú segurando a bandeira brasileira em cortejo pelas ruas de Engenho de Dentro - Rio de Janeiro. Foto: Júnio Santos)

Nós fomos pra chuva! E dançamos para ela, que nos banhou, amoleceu os recantos ainda rígidos do nosso corpo, da nossa mente; lavando a sujeira acumulada de anos: lixo orgânico, lixo industrial, lixo hospitalar, lixo nuclear, lixo visual, lixo sonoro, lixo intraorgânico, lixo mental – dos quais ainda não nos livramos, também porque é uma terapia, uma luta pra ser travada um dia após o outro.

A cura é árdua e às vezes dolorosa. Ficar abstinente do individualismo, das mentiras do conformismo me deixou com o ego, a alma e as carnes à mostra. Cada apelo por carinho e cuidado, cada palavra sincera, cada olhar vai nos perfurando, extraindo, gota por gota, o veneno que nos seca. Vamos religando nossa sensibilidade.

Agora olhamos as pessoas na rua e enxergamos todas as suas loucuras, no grau em que as mostram conscientemente ou não. Chegamos a uma malha onde não mais impera o objetivo fajuto, cerceado pelo subliminar malicioso e triste.

Desatamos nós por nós, até que nossa rede livre fez encontrar em nossa arte, em nosso teatro, em nossa vida, o objetivo e o subjetivo. E é tão bonito quando entendemos também a subjetividade, quando tornamos claras as nossas linguagens.

(O arte-cientista Vitor Pordeus e o poeta João Roque desatam nós em vivência no Hotel da Loucura)

Não precisamos mais estar certos. O campo que escolhemos adentrar, porque muito novo e inovador, é recheado de incertezas. A nossa clareza tem de ser livre da certeza cartesiana recriminadora, opressora, anti-diversificadora. No mundo certinho, é esta a certeza que domina: às vezes rígida como uma parede de aço; às vezes flexibilíssima, como quando se pode vender e comprar a verdade.

Ter clareza não é ter certeza. É a partir da incerteza, da dúvida, que construímos a coragem e o compromisso plenos, a disposição de lidar com a obscuridade e os devaneios. Precisamos então ter clareza do que queremos, do que compreendemos e do que ainda não, de quando entrar ou do que fazer quando entrar ou se não entrar em cena, das nossas escolhas.

Muito inquietante o que está se construindo, não? Mas não podemos nos aperrear. Como Vitor Pordeus me alerta: “Não é pra enlouquecer”, não pela ansiedade e pelo escândalo. Nosso grito não é grito de guerra. Não queiramos travar uma nova guerra. Muitos dos que estão afora esperam por isso, se preparando para vender mais armas no seu podre mercado.

Sem gritos, pra poder ouvir todo mundo e atrair quem se diz estar externo. Ou se gritarmos, que nosso grito seja como um murmúrio, um afago!:
“Escuta, escuta
O outro, a outra já vem
Escuta, acolhe
Cuidar do outro faz bem”.
(Ray Lima)

(Priscila lê um poema no Hotel da Loucura)

Por passar momentos tão intensos de transformação, de criação, de filosofia-ação, de místicas que não conhecia, não me sinto reabilitado. Pois a questão não é estar apto para se integrar novamente e ser aceitado no “mundo dos normais” – o mundo capitalista, que faz com que arregalemos nossos olhos para um cardápio de espantos, que desvenda os mistérios, a profundeza e os segredos das coisas, dos sentimentos, até nos tornarmos contempladores estáticos, consumidores manipulados e manipuladores, encarcerados e torturadores.

A terapia ocupacional que começa a se desenvolver não tem relação com a simples reabilitação. Ela dialoga com a construção de outro sentido para o mundo, ou mesmo outro universo: é a medicina/ciência/modo de vida que permitir que cada um descubra e transforme suas realidades, suas essências e se comunique, sem preconceitos, com as do outro. É a revolução que cada um se propõe a fazer em si e que constrói, a partir da expressividade dessa mudança, a revolução coletiva.

A luta que aqui se trava não se firma em enfrentar inimigos, não se contenta em buscar as culpas e as desculpas. “Desculpa cú”, como me diz uma amiga. A luta está em não haver culpa nenhuma e sim em que eu mesmo tenho um problema pra resolver, um compromisso para cumprir, caminhos inteiros a seguir, milhares de escolhas a fazer. E tudo isso em uma vida apenas. E uma vida que não acaba.


Que sejamos mais livres e que descubramos onde em nós essa liberdade ainda não foi conquistada, buscando aprendê-la logo em seguida. Que mergulhemos fundo no oceano que nos foi apresentado e no qual muitos já viviam. Que subamos um pouco à superfície, quando precisarmos respirar, olhar pro céu e mergulhemos de novo. Que estejamos dispostos, mesmo que nunca prontos, a receber, se comunicar e respeitar o outro, quem quer que seja, de maneira incondicional. Que sejamos incondicionalíssimos.
Gratidão a todos, por tudo!

“Nós podemos ir até onde nós quisermos” – Judith (entidade Naná, Rei Reginaldo e gerente do Hotel da Loucura).
(Dona Judith, Naná ou Reginaldo, nosso grande mestre da malangragem, sinceridade e loucura)

Jadiel Lima. Maranguape, 12 de Agosto de 2012.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Não te preocupes, eu tô bem

Jadiel Lima À Luciana Yumi Yara

Numa rua vazia
E aqueles demais clichês
Relembrando os meus erros e os berros
Que eu juntei pra te encher

Ignorância frui
Como hormônios na pele
Minha arrogância frui
Como hormônios na pele

Mas sem nada no bolso
Onde é, onde é, onde é
Que eu vou chegar?
Mas sem ter o teu rosto próximo ao meu...

Não te preocupes
Pois naquela vez a tua mão
Tocou a minha mão
Senti a tua Luz-ciana,
Somos um ou sou mais um?
Mas se toda sereia canta só...

Eu toco flauta e violão, dá pra acompanhar

Se eu não sou teu amor
Ou se é pra eu te amar devagarinho
Não fiques muito à frente no caminho
Que eu tô de bicicleta

Breve eu parti
E guardar o teu abraço pro final
E deixar a minha Luz-ciana,
Você tá...

Tão longe.

sábado, 14 de julho de 2012

No Congresso da Saúde Mental, pela Universidade Popuar de Arte e Cultura (UPAC), aqui no Rio, a energia e o afeto incondicionalíssimo vêm tomando conta da rotina de anti-rotina no Hotel da Loucura. No primeiro dia tivemos uma recepção calorosa, mesmo entre as arrumações e pinturas dos quartos. A fiosofia niseniana está muito presente.

Vimos conhecendo pessoas maravilhosas, tanto entre os que moram aqui quanto entre os loucos que chegaram dos outros lugares. Tudo esta prometendo ser uma grande acao revolucionária, porém como esse negócio de promessa já é meio furado, prefiro dizer: Já esta sendo uma transformação fantástica interior pessoal, interior de relação com o outro e pelos espaços por afora nesse mundo.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Uma musiquinha nova

Um ser humano incomoda muita gente
Sete bilhões de seres humanos incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam...

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Ganas de amor

Ganas de amor

Posso não saber onde está
a chave que dizem que guarda o teu coração
mas eu vou nas águas turvas, nos caminhos tortos
que eles me carreguem pro mais perto que puder chegar

Posso não saber como te levar
pelo rio de águas leves, leve o teu cantar
rio que tu conheces teu caminho és maga és fada linda
mas cuidado, mina, eu sou perigo eu sou do mar

Posso não saber se vou encontrar
teus prazeres um suspiro, ganas de amor
mas se a vida é mesmo bela vou procurando a minha
mina linda, tô querendo entrar na tua dança
mina linda, leva eu junto nessa tua dança 

Deixa ver, deixa ver em que segredo tão sutil mergulha o teu olhar
verde Nil teus lindos olhos que à maré se entregam, sem saberes, me convidam pra ir navegar
Deixa ver, deixa ver em que mistério tão sutil mergulha o teu olhar
o ver de Nil é tão profundo rio de verde-anil quando te vejo meu mundo fica ver o mar

Jadiel Lima, 20 de junho, 2012, Maranguape

sábado, 9 de junho de 2012


"eu FALO, tu esCUtas"? Pois é, que jogo é esse? Onde um maltrata e o outro aguenta? onde uns escondem que omitem e mentem sem falar?
Como estamos construindo, dentro da universidade, as nossas relações pessoais e a visão que temos da Comunicação Social?

Vixe, muito mais perguntas que respostas nesse começo de vida!
Que tal conversarmos um pouco?

Roteiro de Jadiel Lima, músicas e poesias de Ray Lima, Junio Santos, Os Cangaias, Zé Cordeiro, Thalita Moura e Jadiel Lima.

domingo, 3 de junho de 2012

Quem só vai pro raso não aprofunda
E quem vai profundo demais afunda

Jadiel Lima

sábado, 2 de junho de 2012

É PROIBIDO NÃO FUMAR

É PROIBIDO NÃO FUMAR


Eu não curto esse ar condicionado da vida condicionada!
Eu não curto essa nuvem de fumaça,
Que pra mim é a preguiça de ir buscar as nuvens lá no céu!
Eu não curto curtir a curtição da vida curta, seja o quanto for in-tensa!
Eu prefiro ser o lerdo, o careta!
Eu prefiro os tropeços, meu desmantelo, a mancada
Nada de analgésico! Nada de sufocar a dor!
Que o desprazer é apenas parte do prazer de estar vivendo!


Chega de contras e favores!
Chega dos pavores!
Chega de desespero com a lentidão!
Não há tempo nem momento algum para nada!
Chega de férias!
A vida já é muita viagem
Por isso eu não curto, eu longo...


Jadiel Lima, hoje, Maranguape